As aventuras de Fujiro Nakombi, o herói destemido. Cp1 - O começo de um sonho.

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Guardião da força e da justiça.
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As aventuras de Fujiro Nakombi, o herói destemido.​

O começo de um sonho.​


Em uma bela manhã de sol um nobre fazendeiro se levanta de sua cama nos arredores de Ravencrest, cansado de colher batatas todos os dias o jovem rapaz decide mudar de vida, ele pega a sua enxada e vai para a cidade, lá ele encontra um homem estranho em um beco escuro vestindo um casaco preto e chapéu elegante com uma pena branca por cima, Fujiro Nakombi, o nosso herói, se aproxima deste homem de aparência suspeita sem demonstrar medo, afinal ele um herói destemido. Fujiro ergue a cabeça e diz em voz alta para o homem.

– Meu nome é Fujiro, quero me tornar um guerreiro poderoso. – Ele estufa o peito e mantém a cabeça ereta.

O homem estranho estranha a aproximação de nosso herói e faz uma pergunta.

– Você parece novo nisso, já fez o tutorial? – Eleva o chapéu para olhar nos olhos do homem à sua frente.

Fugiro não entende a pergunta e olha confuso para o homem estranho.

– O que é “tutorial”? – Pergunta Fujiro.

– É onde todos aprendem as mecânicas básicas deste mundo. – Diz o homem apontando para a praia ao norte da cidade.

Fujiro entretanto acredita que tutoriais são besteiras, ele não precisa disso, afinal ele é destemido e sagaz e é capaz de enfrentar quaisquer problemas sozinho.

– Eu não preciso disso, me dê uma espada e farei todo o resto sozinho.

– Errr… eu não tenho uma espada, meus negócios são… outros, veja bem, fale com o metalúrgico no centro da cidade, tenho certeza que ele poderá te ajudar. – Diz o homem um tanto apreensivo.

Fujiro agradece as informações e segue caminho para o centro, no caminho ele olha para uma parede e vê um cartaz, nele está escrito “procurado” e em baixo uma pintura daquele homem que ele acabou de conversar no beco escuro, Fujiro rí enquanto olha para o cartaz.

– Seus tolos, mal conseguem encontrar um simples homem perdido. Eu devo ser mesmo incrível, acabei de chegar na cidade e já encontrei aquele bom homem perdido no beco.

O nosso herói segue para o centro e encontra o metalúrgico, ele para em frente ao homem batendo seu martelo em uma lâmina em cima de uma bigorna e estufa o peito para falar.

– Eu quero uma espada.

O homem de avental marrom passa a mão sobre a cabeça para tirar o excesso de suor e atende o cliente.

– Você tem os materiais? – Pergunta o metalúrgico.

– Não.

– Tem dinheiro para pagar pelo serviço? – Pergunta o metalúrgico já com um olhar torto e desconfiado.

– Não.

Fujiro era um excelente produtor de batatas, porém ele vendia todas a preço de banana, depois ele comia todas as bananas e acabava ficando completamente sem dinheiro.

– E como você planeja comprar uma espada de mim se não tem como pagar? – O metalúrgico cruza os braços.

Fujiro olha para a sua mão direita e olha para a enxada de seu avô, milhares de batatas foram cultivadas e colhidas com aquela enxada, há um apego emocional muito forte e certamente Fujiro não seria capaz de trocar a enxada por uma esp…

– Te dou essa enxada em troca.

Bom… aparentemente ele não se importava com o valor daquela enxada para sua família e decidiu entregá-la em troca de uma espada, o metalúrgico pega a enxada e examina, está em ótimas condições e ele precisava justamente de uma para trabalhar na fazenda comunitária que acabou de ser inaugurada.

– Muito bem, farei uma espada para você. – Diz o metalúrgico satisfeito com a troca.

Fujiro se senta em um banco ali perto e fica encarando o homem de avental marrom.

– Isso vai levar uns dias… volte quando estiver pronto.

Fujiro gira a cabeça de um lado para o outro e diz que ele vai esperar ali sentado, mas que não precisa se apressar por causa dele, o metalúrgico fica confuso e coça a cabeça, mas não reclama. Fujiro fica ali sentado por dias observando o homem trabalhar arduamente em sua magnífica espada, sem comer, sem beber, sem dormir, seus olhos nem mesmo piscam, o metalúrgico admira a persistência de Fujiro, mas também acredita que ele é louco.

– Aqui está, sua espada está pronta. – O metalúrgico estende as mãos entregando a espada.

Fujiro se levanta e pega no cabo da espada elevando ela para o alto, a lâmina reluz em suas mãos, é como se ela tivesse encontrado o guerreiro certo para empunha-la.

– Agora estou pronto para a minha jornada, nada me impedirá de conquistar este mundo e trazer a glória ao meu nome!

– Aqui está a conta. – O metalúrgico apresenta um papel com um valor alto no topo.

– Conta? – Fujiro olha confuso.

– Sim, aceitei a enxada como pagamento adiantado, vejo que é um fazendeiro, logo acredito que tenha dinheiro o suficiente para pagar.

Fujiro olha para o metalúrgico e vê três diálogos flutuando em cima da cabeça dele.​
  • Ofereço minha casa como pagamento, fique com ela, um dia terei uma melhor. (Ordem)​
  • Não foi este o combinado, porém acredito que esta espada valha a metade deste preço que me pediu, venderei partes de minhas terras e pagarei a minha dívida. (Mercenário)​
  • *Sair correndo sem pagar* (Criminal)​
Fujiro olha para as três opções e analisa bem, ele não parece confuso em ver textos flutuantes acima da cabeça do homem. O nosso herói chega a uma decisão.

– Eu vou de criminal! – Aponta para a opção de baixo.

– O que? – Pergunta o homem de avental marrom confuso.

Fujiro mete o pé dali e sai correndo deixando o homem sem seu pagamento, pode ter sido um ato criminoso, mas Fujiro Nakombi é um homem destemido e sagaz capaz de enfrentar tudo o que vier à sua frente, até mesmo as consequências de seus atos.

E agora? O que o nosso herói fará com sua nova espada? Veremos no próximo capítulo.​
 
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